Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

João Peres apresenta uma crítica da Terminologia

(Agradeço ao Paulo Prudêncio esta referência).
João Peres, linguista da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, apresenta um extenso ensaio de crítica da TLEBS. Para o ler, vá a http://jperes.no.sapo.pt/peres_elementos_tlebs.pdf.
Prefiro, por agora, fazer observações pontuais, na difícil digestão desta leitura.
1.João Peres concorda com a introdução da classe dos quantificadores, mas faz críticas contundentes à definição das subclasses e à inclusão de certos determinantes indefinidos  e relativos (como "certo", "outro", "cujo"). Não sei se tal problema não decorrerá da prioridade dada a critérios diferentes (comportamento sintáctico versus semântico). Parece-me evidente a dificuldade em explicar a um aluno que "cujo" quantifica o que quer que seja.  Mas, por outro lado, em certas expressões "certos", não nos diz, que, pelo menos, não são todos?
Quanto aos fraccionários que ele considera que se deveriam incluir, também eu andei de volta deles. Concluí que não estavam considerados como subclasse por não serem palavras, mas grupos nominais. Quando dizemos "um quarto dos alunos", "quarto" parece ser um nome.
2. Nas páginas 21 a 23 do documento PDF acima referido, João Peres critica imprecisões conceptuais das definições de subordinante e de subordinada. Concordo inteiramente com ele, mesmo numa perspectiva sintáctica, generativa, pois a subordinação faz-se frequentemente em relação a um dos constituintes da frase e não relativamente à própria frase.
(1) Os alunos que tiveram positiva no último teste estão dispensados do trabalho final.
A frase assinalada está subordinada a "os alunos" pois, a frase "os alunos estão dispensados do trabalho final", pura e simplesmente não existe.
Quero dizer que eu sempre entendi isto assim, pelas próprias árvores das frases.
(2) Não me agrada que andes à chuva.
A frase assinalada é o sujeito da frase como um todo. A frase "não me agrada" não é frase nenhuma, portanto não pode ser subordinante.
Tanto em (1) como em (2), a subordinante é a frase toda.
Gostaria de saber o que diriam as linguistas que fizeram a TLEBS, a respeito da crítica de Peres, nestes dois casos. A objecção da simplificação didáctica não é aceitável aqui, dada a complexidade de algumas definições da TLEBS. Entretanto, vou continuar a ler o texto de Peres, com a seguinte curiosidade em mente: "Que TLEBS faria ele?"
A minha problemática não se situa entre TLEBS, objecto que ainda estou a digerir, e não-TLEBS, mas sim em "Como ensinar gramática da língua portuguesa, hoje?". A este respeito, tenho-me entretido a comentar o que a TLEBS e os seus críticos dizem.
publicado por Redes às 14:37
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13 comentários:
De Lena b a 11 de Dezembro de 2006 às 21:40
Há uma grande diferença de sentido entre as duas frases que aqui referes.
Na primeira, pode-se considerar: "Os alunos estão dispensados do trabalho final." como uma frase completa, quanto ao sentido, significando neste caso que - todos os alunos estão dispensados do trabalho final. Assim, a relativa restritiva "que tiveram positiva..." pode entender-se como um modificador do grupo nominal "os alunos" e o seu sentido depende da existência desse grupo nominal. Uma representação em árvore colocá-la-ia dentro do SN com função de Sujeito.
Já no segundo exemplo "que andes à chuva" trata-se de uma completiva . Embora com função equivalente à de um grupo nominal, já que é Sujeito (e pode ser substituída por um pronome "isso"), implica uma relação de sentido diferente com "Não me agrada", já que, neste caso, não existe nenhuma frase semanticamente independente. Aqui é que poderá colocar-se objecções quanto a considerar "Não me agrada" como subordinante, dado que, se a tomarmos isoladamente, não faz sentido. Neste caso, a estrutura profunda não coincide, na ordem dos elementos, com a de superfície. Aqui confesso ter algumas dúvidas quanto à representação em árvore (preciso de rever este assunto).


De Redes a 11 de Dezembro de 2006 às 21:58
Tudo o que dizes nas primeiras 7 linhas corresponde exactamente à análise que eu faço e julgo que também o Peres faz. Mas ele tira outra conclusão. Como o sujeito está a construir o sujeito da sua asserção, podemos considerar que a que tu consideras como subordinante não existe, nunca foi enunciada. Isto é: o sujeito não disse primeiro a subordinante e, depois, modificou-a com a restritiva. Muito pelo contrário, passa-se tudo dentro dum constituinte da frase. A relativa é subordinada a "Os alunos". Conclusão: a subordinante é a frase toda e a subordinada, um constituinte do SN1-Sujeito. Parece-me lógico!


De Lena b a 13 de Dezembro de 2006 às 00:48
Neste caso, a subordinante seria aquela que tivesse um sendido específico, dado pela enunciação, e não apenas a que pudesse ser entendida como completa apenas com os constituintes essenciais? - estou a referir-me apenas à primeira frase.


De Redes a 13 de Dezembro de 2006 às 12:37
Lê o João Peres se tiveres paciência para isso.
Mas confirmo o que dizes. A frase modificadora do SN está lá ao mesmo título que estaria, p. ex., um adjectivo.
Em
"Os alunos que tiveram positiva no último teste estão dispensados do trabalho final."
Se substituíssemos o sujeito da frase por um pronome pessoal ficaria:
"Eles estão dispensados do trabalho final."
e não:
"Eles que tiveram positiva no último teste estão dispensados do trabalho final."
Não é possível restringir a referência de "eles" com uma relativa.
Ninguém perguntaria: "quais eles?".
Sobre os constituintes essenciais a TLEBS define que os modificadores de SV e não apenas os complementos de V, fazem parte do predicado. Era uma dúvida que eu tinha. A TLEBS concorda com Lindley Cintra. penso que com o sujeito é a mesma coisa: modificadores de SN1 fazem parte do Sujeito (os qualificativos são modificadores e não complementos).


De tempodividido@yahoo.com a 14 de Dezembro de 2006 às 02:11
«Quanto aos fraccionários que ele considera que se deveriam incluir, também eu andei de volta deles. Concluí que não estavam considerados como subclasse por não serem palavras, mas grupos nominais. Quando dizemos "um quarto dos alunos", "quarto" parece ser um nome.»

Bela conclusão! E em: "cada vez que" - exemplo, na TLEBS, de conjunção subordinativa temporal no domínio das classes de palavras - "vez" parece-lhe o quê? A mim o que me parece é que se inverte o método científico: Já agora, é leitura interessante este artigo da Edite Prada: http://ciberduvidas.sapo.pt/Imagens/UmolharsobreaTLEBSEditePrada.doc


De Redes a 14 de Dezembro de 2006 às 03:22
Se uma expressão como "cada vez que" funciona sempre como uma palavra, não será uma locução? A distribuição seria a mesma de "quando" e, sim, seria uma locução conjuncional. Por outro, permite uma série de combinações "todas as vezes que" e "sempre que" e "uma vez que"... Será que as locuções conjuncionais também são uma classe fechada?
Não há a menor dúvida que há argumentos sólidos para questionar a ausência dos fraccionários, entre os quantificadores... Seriam locuções, então... Uma classe só aberta em termos extensionais, mas fechada em termos de compreensão, tal como os numerais... pois nem podem constar todos do dicionário!
A minha conclusão era mais uma racionalização para salvar a TLEBS!
"Vez" e "quarto" serão sempre nomes, constituintes dessas locuções quantificadoras e conjuncionais. Aliás basta-nos lembrar o Herman para compreender isto: "resmas de gajas boas" ou a expressão inglesa "a lot of".


De Redes a 14 de Dezembro de 2006 às 03:27
Obrigado!


De Pedro Manuel Mendes a 16 de Dezembro de 2006 às 00:20
Caro colega,
Parabéns, mais uma vez, pelo seu blog.
Estive a ler a petição que circula para a suspensão da TLEBS e estou muito preocupado.
Penso que é chegado o momento de alguns de nós fazerem chegar a sua voz a quem tem poder de decisão.
Apelei ao bom senso do autor da petição, escrevendo-lhe o seguinte email:

Exmo. Sr. José Manuel Nunes,

Escrevo-lhe, enquanto professor de língua portuguesa e enquanto encarregado de educação, a propósito da petição on-line que criou. Faço-o por uma questão de responsabilidade e para apelar ao seu bom senso, sem querer de forma alguma interferir na sua liberdade.
A questão da TLEBS tem suscitado muita polémica e parece-me que esta tem sido muito mal conduzida, tendo sido apresentados argumentos falsos a este respeito.
Tenho turmas do 5º e do 6º ano e filhos a frequentar o 7º e o 10º. Como professor de português, sei o que faço e assisto ao que é feito com os meus filhos. Comecemos pelo que faço. Em estrito cumprimento dos programas e do currículo nacional para o ensino básico, ensino gramática, articulando-a com o treino da leitura, da escrita e do oral. Uso os termos do programa, que são compatíveis com os da TLEBS. Não ensino definições, nem faço os meus alunos debitarem de cor classificações que não são apropriadas para a idade ou que não são recomendadas pelos programas. Se a experiência da TLEBS for suspensa, os programas não mudarão. E os termos já lá estão. O que se pretende que façamos? Que deixemos de ensinar gramática, uma vez que não temos terminologia de referência? Que voltemos ao caos em que se vivia, em que cada docente fazia o que queria?
Não digo aos meus alunos que estou a seguir a TLEBS, nem antes dizia que estava a ensinar a Nomenclatura Gramatical Portuguesa. Eu ensino português. O que significa dizer que se está a fazer uma avaliação de acordo com a TLEBS? Esta pergunta é retórica, porque eu sei a resposta. E sei, infelizmente, pela minha experiência como encarregado de educação.
O meu filho mais novo, que está no 7º ano, tem como professora uma colega que entendeu, tal como eu, qual o papel da TLEBS: estabilizar conceitos e orientar-nos na construção de materiais e exemplos. Cumpre os programas.
A minha filha, que está no 10º ano, tem como professora uma colega que imprimiu a base de dados de apoio à TLEBS e disse aos miudos que tinham de decorar tudo aquilo! Fui à escola dela, protestei veementemente, mas com muito pouco efeito. O que está a falhar aqui? Será a TLEBS? A experimentação da mesma? Ou serão as práticas dos professores?
A petição está muito bem construída, mas os argumentos são problemáticos:
- Sobre experimentação: quantos projectos pedagógicos experimentais são conduzidos diariamente nas escolas? Projectos de regulamento de comportamentos, atitudes e valores? Experiências de trabalho de interacção entre grupos disciplinares? Experiências de trabalho em sala de informática? Experiências de desenvolvimento de novos tipos de trabalho? Experiências desenvolvidas nos Centros de Recursos? Será a experimentação uma anomalia?
- Sobre avaliação: a TLEBS não pode ser objecto de avaliação. Se está a ser, a falha, como penso que mostrei acima, é dos colegas que o fazem. São os conteúdos dos programas que devem ser objecto de avaliação! Se há colegas que estão a perverter a experimentação, que sejam criados mecanismos que os façam cumprir os programas. Não se tome o todo pela parte. Não é por haver quem não respeite o limite de velocidade que vamos proibir a circulação de automóveis.
- Métodos experimentais vs. Conteúdos experimentais: a TLEBS é uma lista de termos. Não pode ser considerada um conteúdo experimental. O que tem de ser experimentado é a forma de ensinar gramática, porque a gramática saiu das salas de aula há muitos anos. Daí, ser necessária a experimentação.
- Que interessa que uma linguista não concorde com alguns termos da TLEBS? Os que vão ser ensinados são os que estão nos programas. A TLEBS vai mais longe do que os programas para nos ajudar a construir materiais. Tem níveis de especificidade demasiado profundos, mas não vão ser ensinados em sala de aula. Eu preciso de saber o que é um nome epiceno para ensinar género masculino e feminino sem colocar os meus alunos perante a situação abstrusa de terem de classificar o género de uma palavra


De Pedro Manuel Mendes a 16 de Dezembro de 2006 às 00:21
que não tem género preciso. Mas não preciso de ensinar o termo epiceno.
Eu preciso de saber o que são coesão e coerência, para ajudar os meus alunos a construirem textos coerentes e coesos, mas não preciso de lhes ensinar estes termos. Não estão nos programas!
- É falso que a APP seja a entidade creditada pelo Ministério da Educação. Há muita oferta de formação e o Ministério não é entidade creditadora. Eu já fiz 4 acções de formação, três das quais muito boas. Tenho colegas que se recusam a fazer formação, porque as carreiras estão congeladas, pelo que, independentemente da necessidade de formação, dizem que não vale a pena. De quem é a falha?
- Porque será que alguns professores não têm problemas com a TLEBS e outros se sentem impreparados? Não será porque alguns andam há anos no incumprimento de programas, excusando-se a ensinar gramática? Falo com conhecimento de causa. Tive pegas medonhas com colegas, por querer cumprir os programas e ensinar os conteúdos de funcionamento da língua. Sofri, no início da carreira, por ser o tontinho que ensinava funcionamento da língua. Cheguei a ser chamado de burro, porque não era criativo e olhava para os programas sem olhar para as potencialidades de (sic) "desenvolver os afectos na sala de aula". Para cumprir os programas, nunca deixei de estudar e ler as gramáticas que foram aparecendo e é por isso que os conteúdos da TLEBS não são novidade no geral. Não sou caso isolado. Conheço centenas de colegas nas minhas condições.
- É falso que o conhecimento de 11 anos seja deitado fora. Não há diferenças radicais, excepto num ou noutro detalhe facilmente justificável. Os programas do básico são os mesmos desde 1991 e não foram alterados. Como é que se pode dizer que há um deitar fora deste conhecimento?

E se a TLEBS for suspensa?
Tenho de ensinar conceitos errados?
Que referência tenho para os conteúdos do funcionamento da língua que aparecem nos programas e no CNEB e não na Nomenclatura Gramatical Portuguesa?

Espero ter mostrado que não é a TLEBS o problema. O problema é o que muitos colegas estão a fazer com ela. Não gosto de falar mal de colegas, mas também não posso tapar os olhos ao absurdo que esta questão está a gerar. Avalie-se a situação com calma e frieza e veja-se onde está a incompetência. Avalie-se e veja-se que o que está em causa não é a TLEBS, mas o facto de se não cumprirem os programas há anos e anos.
Chamem-se as coisas pelos nomes certos.

Apelo ao seu bom senso e responsabilidade e peço-lhe que retire a petição. Sei que será uma decisão difícil, mas peço-o em nome dos que - e perdoe-me a imodéstia - temos cumprido os programas e temos conseguido perceber que a TLEBS não os revoga nem obriga as crianças a fazer o que não devem.
Solidarizar-me-ei consigo na redacção de uma petição que recoloque a questão, apelando aos meus colegas para o cumprimento dos programas, para a leitura atenta dos documentos orientadores.

Com os meus melhores cumprimentos e o apelo mais profundo à sua sensibilidade,
Pedro Manuel Mendes


De Redes a 17 de Dezembro de 2006 às 17:16
O meu blog ficou mais rico com este comentário, tão claro e tão completo, e vem ao encontro das preocupações que tenho expresso aqui. Só posso estar de acordo com tudo o que disse ao autor dessa petição. Realço o entendimento de que a linguística nos ajuda a ensinar língua portuguesa e que os os termos e as definições - quer as antigas, quer as novas - não são todas para transimitir acriticamente aos alunos.


De tempodividido a 20 de Dezembro de 2006 às 00:51
Concorco com a asserção de que os termos não são para transmitir acriticamente aos aklunos; mas, tal como as coisas estão, vale tudo: até, pelo que diz Pedro Manuel Mendes, imprimir a base de dados e passá-la aos alunos. E é esse vazio de regulamentação (a acrescentar às imperfeições da tlebs) que inquieta pessoas como o autor da pertição e os milhares que já a assinaram. Suponho eu. De qualquer modo, assiste-lhe o direito de fazer uma petição, isto ainda é (enfim, mais ou menos), um estado de direito, e pedir-lhe que retire a petição é uma triste ideia. Há uma célebre citação de Voltaire sobre a tolerância: "Não penso como tu, mas daria a minha vida para teres o direito de pensar como pensas».
Já agora: diz-se ter "ter expressado", creio; se quiser, confirme, nos verbos abundantes, a utilização das formas fraca e forte.


De Redes a 20 de Dezembro de 2006 às 12:29
Soa-me mal "tenho expressado". apesar de compreender que "expresso" funciona mais adequadamente como adjectivo do que como particípio passado. Em todo o caso, ainda não fiz a consulta que sugeriu.
No caso de o iniciador de uma petição mudar de opinião, depois de muitas pessoas a assinarem, talvez não possa legitimamente voltar atrás. Pode, contudo, retirar a sua assinatura, depis de uma declaração pública.
Acho que é abusivo considerar que o pedido do Pedro Mendes interfere com a liberdade do Sr. José Nunes. Qualquer acção deste, contra a sua própria petição, seriam sempre da responsabilidade do próprio.


De Redes a 20 de Dezembro de 2006 às 12:35
Correcção:
Qualquer acção deste, contra a sua própria petição, seria sempre da responsabilidade do próprio.


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