Quinta-feira, 12 de Março de 2015

Anonymous Portugal

O que entendem os "anonymous" de Portugal e arredores por "fazer a revolução"? Falam em consentimento público como regra de governo que alegadamente não está presente nas nossas democracias.

Cada um, de acordo com a sua sensibilidade, conhecimento, preconceito social não deixa de encontrar motivos para rebeldia e necessidade de ação para mudar o mundo.

Mas estão todos de acordo com tudo?

Facilmente nos solidarizamos e unimos contra o poder da monarquia saudita, o Estado Islâmico, a opressão cívica na China, a autocracia de Putin, a corrupção do sistema financeiro...

Mas será que estamos todos unidos contra o seguro de saúde obrigatório financiado pelo governo nos EUA? 

A posição anti-estado une liberais, libertários e anarquistas à national rifle association. O direito de posse de arma tem feito dos EUA um dos países com mais massacres em escolas e noutros locais públicos.

Talvez a tendência dos nossos "anonymous" seja mais de defender o SNS do que lutar contra a opressão fiscal que permite a sua manutenção, mas, vendo o vídeo do "anoymous" americano, parece que tudo se mistura num anti-tudo que não sei a que é que leva...

O manifesto do Anonymous Portugal é duma pobreza assustadora seja qual for o ponto de vista pelo qual o avaliemos - quer quanto à forma, quer quanto ao conteúdo.

A rebeldia contra a opressão, a corrupção, etc.. pode justificar ações do género das que o anonymous propõe, mas, no vazio ideológico, não me encontro em condições de assinar por baixo de todos os ataques que o anonymous faz a entidades públicas ou privadas. Tenho que julgar cada uma das suas ações quanto aos fins e quanto aos meios. Portanto, a sigla "anonymous" significa pouco mais do que irreverência.

Representa, sobretudo, a ilusão do poder da Internet que todos sabem que é uma criação do exército americano e que sempre esteve nas mãos das grandes corporações. A liberdade de expressão que lá existe não é outra que não a que existe lá fora. Os governos podem controlá-la, tomando o controlo dos servidores. Só não o fazem onde não têm esse poder. A NSA pode ler os meus emails, mas não pode fechar o "site" dos anonymous, nem o meu blogue nem impedir-nos de fazer manifestações a favor de uma ou outra orientação política. Ao dizer isto, não estou a justificar o poder da NSA, mas apenas constatar uma limitação constitucional que me permitiu ler o manifesto e os vídeos do Anonymous. Talvez na Coreia do Norte não seja possível ver os vídeos do Anonymous que são publicados no site do YouTube que pertence a uma grande corporação - a Google.

Manifesto do "Anonymous Portugal"

Blogue do Anonymous Portugal

 

Anonymous Portugal

 

 

Anonymous

 

 

publicado por Redes às 22:16
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Domingo, 8 de Março de 2015

Por Raif Badawi

 

Não sei o que é ser preso ou chicoteado por escrever em defesa da liberdade e dos direitos cívicos. O saudita Raif Badawi defende a libertação de presos políticos no seu país e o direito de simplesmente exprimir as suas opiniões no seu blogue e em sites que criou. Está a pagar o seu crime com 1000 chibatadas e talvez com a própria vida. A mulher e os filhos desesperam no exílio.

Que havemos de fazer para estarmos com ele?

No mínimo, dar atenção à sua causa. Foi precisamente a criação do site Free Saudi Liberals que precipitou Raif na prisão (Notícia no Daily Mail).

publicado por Redes às 22:11
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