Sábado, 19 de Setembro de 2009

Sobre a gestão democrática das escolas

O meu colega Paulo Prudêncio escreveu no seu blog, uma defesa emocionada da "gestão democrática das escolas". De facto, já li centenas de páginas sobre gestão escolar, entre as quais obras de referência da UNESCO,  mas continuo sem uma posição a favor ou contra o chamado modelo de gestão democrática, que vigora em Portugal e que sofreu mudanças importantes nas últimas décadas. Apologista entusiástico é que não consigo ser.

Embora na maior parte dos países europeus, haja processos de decisão profissional com votação e até com voto secreto, há poucos países que tenham um modelo como o que vigorou em Portugal até à reforma de Roberto Carneiro (revista).

Evaluación del desempeño y carrera profesional docente. Um estudio comparado entre 50 países de América y Europa de F. Javier Murillo Torrecilla (org.), Unesco, 2006, considera que só há cinco países na Europa e na América em que a direcção dos estabelecimentos de ensino seja feita por "selecção democrática", um dos quais é Portugal. Mas, curiosamente, descreve assim o procedimento português:

"En Portugal, el director del centro es seleccionado por órganos de participación compuestos principalmente por profesores del Conselho de escola, tras verificar las condiciones de los candidatos seleccionados, mediante un concurso organizado por el Conselho de escola." (p. 67)

Não sei se era esta a democracia de que falava o meu colega Paulo Prudêncio. Para vermos o que os autores entendem por "seleción democratica", anote-se o case de um dos outros cinco países, a Nicarágua, em que

"desde el año 2002, cada centro elige a su director a través de asambleas públicas donde participan padres, docentes y alumnos." (p. 67)

Ao post do meu colega, pus o seguinte comentário":

Se me perguntarem se sou a favor ou contra a gestão democrática das escolas, respondo que não sei o que isso quer dizer.
O adjectivo "democrático" é muito barato. Todas as tiranias modernas o usam, por mais pobres que sejam.
Se vem ao caso trazer a democracia antiga para aqui, lembremo-nos que se tratava de uma assembleia de cidadãos de braço no ar na praça pública, quando o privilégio da cidadania era detido por 20% da população. Não creio que Platão fizesse qualquer eleição na sua Academia! A escola era dele - ponto final!
Não sei onde está a democracia nas empresas onde quem tem mais dinheiro, tem mais votos - ponto final.
No que nos diz respeito, a questão é muito complexa e não se resolve com "democracia sim" ou com "democracia não".
A questão é se o poder executivo da escola deve ser eleito pelos professores e pelos funcionários da instituição.
A resposta a esta pergunta passa por outra: a quem é que pertence a escola? Pois é o proprietário da escola que delega o seu poder em quem achar mais conveniente para a prossecução dos fins da instituição.
Se a escola for de uma cooperativa de professores, todos com os mesmos direitos de propriedade, que recebe os alunos que consegue atrair, nesse caso, não tenho a menor dúvida que a gestão deve ser controlada pelos professores.
Eu acho que a escola pertence ao Estado, ao povo, prossegue fins perfeitamente definidos nas leis da República. O governo central, eleito pelo povo, pode nomear os directores das escolas. Pode também delegar esse poder, se o achar conveniente, em assembleias de professores e funcionários que elegem o governo das suas escolas, mas não vejo nisso nenhum direito fundamental pelo qual eu possa marchar. É apenas um processo de descentralização.
O governo central pode decidir entregar as escolas às comunidades locais, à região, ou à cidade. Nesse caso, são estes poderes que se encarregam de delegar o governo das escolas a quem quiserem.
A lei que define como é que as escolas do meu país são geridas é um objecto de interesse e disputa política, que me convoca enquanto cidadão (e co-proprietário), mas não é um direito pelo qual eu possa lutar, enquanto profissional da educação.
Há muitos interesses legítimos nas escolas. Desde logo, os dos pais e os do poder autárquico. Que aos professores seja concedido poder para eleger os gestores da escola, que o exercício de cargos tenha natureza colegial, ou assentem num sistema de responsabilidade individual, ou em que grau se podem mesclar estas opções, são apenas opções, cujas vantagens e desvantagens se podem analisar.
Pode-se bem verificar (ou não) que a chamada gestão democrática da escola, com os professores a pesarem predominantemente na escolha dos dirigentes da escola resulte no predomínio dos interesses próprios dos profissionais em detrimento dos da instituição.
Como resultado do alheamento da maior parte dos profissionais, verifica-se muitas vezes que as eleições são feitas com muito poucos candidatos, frequentemente, com lista única.

 

Aproveito para acrescentar que me pareceu interessante o parecer de João Barroso (PARECER ao Projecto de Decreto-Lei 771/2007-ME – «Regime de autonomia, administração e gestão…») que tece muitas críticas ao diploma e vê como indicador de democraticidade precisamente a participação e o aumento do peso dos pais no conselho-geral. A tutela deveria passar mesmo para o município - ou há descentralização ou não há. Por outro lado, preserva o poder profissional dos professores ao criticar a presença de representantes de encarregados de educação no conselho pedagógico.

(veja o artigo do Paulo Prudêncio em: http://correntes.blogs.sapo.pt/406963.html)

publicado por Redes às 01:38
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17 comentários:
De Paulo Prudêncio a 19 de Setembro de 2009 às 10:32
Oh Luís: não estava nada emocoinado; francamente.

Nem me preocupa muito os relatórios que referes (são iguais aos que empurraram o mundo ocidental para a recente hecatombe): é tudo um questão de se ter mais ou menos crença na liberdade e na democracia. As opiniões de João Barroso são fundamentadas em opiniões. Não refutas um dos argumentos que aduzi e introduzes detalhes que nem tive tempo para esmiuçar: participação de encarregados de educação e autarcas, por exemplo, aspecto que, e como se sabe, sou naturalmente favorável e mais responsabilização das agências locais em deterimento de demasiado centralismo. Centras a discussão na questão da eleição do executivo das escolas e nem uma linha sobre as importantes e decisivas lideranças intermédias, muito mais ainda se desempenharem o papel de avaliadores.

Abraço.


De Rui Correia a 19 de Setembro de 2009 às 12:25
Testemunhar-te-ia o que pensam das "nomeações" muitos dos meus colegas europeus, e da sua constante luta contra a sua efectiva representatividade e autoridade, mas suspeito que sabê-lo-ás tão bem como eu. Acho mesmo algo petulante que consideres que esse pequeno aspecto da "descentralização" não passa de algo pelo qual não serias capaz de marchar. Para mim vejo-a como uma forma poderosa de confirmar que uma instituição tem maturidade suficiente para entregar confiança institucional às "pessoas" que para ela trabalham. Confesso-te que eu sim, eu caminharia firme nessa campanha. Aquilo que chamas "apenas um processo de descentralização" constitui, na minha maneira de ver estas coisas, a matriz do que deve ser não apenas a gestão das escolas, mas a gestão. É bom de ver, aliás. Todas as empresas que todos os anos são consideradas como as melhores para trabalhar põem em curso esta estratégia de crescimento. Delegação, responsabilização, ampliação do cômputo de vozes decisoras. São elementos chave para o progresso das empresas, das instituições. Mesmo em nossa casa já todos chegámos à conclusão que é fazendo isso que os nossos filhos crescem melhor.

O meu amigo Luís Silva tem de há muitos anos uma desconfiança irreprímível sempre que ouve alguém falar em democracia. (Pela minha parte alimento também um atavismo que me põe com comichão sempre que alguém usa a expressão "o meu país"). Sendo ele o maior democrata que eu conheço, percebo muito bem o que ele e tu querem dizer. As tiranias estão cheias desse discurso democratóide. Falar de "descentralização" por vezes pode dar-nos a mesma impressão de formulário em repetição. É dita tantas vezes que lhe acontece o que acontece às palavras quando são repetidas até à exaustão. Perdem significado. Mas, para além disto, a palavra não tem culpa nenhuma. É uma boa palavra. "Descentralização", sim. Não se trata de deslocar o centro; trata-se de entender as coisas como desprovidas de um centro. E isso não significa que não se definam orientações bem claras e funcionais. De onde vêm elas, sem um centro? De uma liderança autorizada. "Autorizada"? Que significa isso? Toda a liderança deve ser autorizada. Regularmente fiscalizada. Regulamentarmente fiscalizada. Regularmente confirmada. Regulamentarmente confirmada. Regularmente limitada. Regulamentarmente limitada.

A ampliação do colégio decisor para criar uma organização em que muitos mais percebem exactamente o que se persegue, até porque o que se persegue tem a sua marca e a sua responsabilidade é o caminho por que caminhar em meu entender, estivesse eu numa escola ou numa fundição.

Creio que é justamente nela, na delegação de responsabilidades em autoridades regionais, locais, internas, ("intermédias", "descentralizadas", "democráticas", o que te apeteça) que encontras o "edge", a pedra-de-toque de toda a organização contemporânea, pública ou privada, que hoje vence prémios de gestão.

Tenho, pois, pena que não refiras algo sobre a limitação de mandatos, aspecto, em rigor, crítico para qualquer função pública onde se pretenda que a inovação e a assunção de responsabilidades tenha um qualquer papel a desempenhar.


De Redes a 20 de Setembro de 2009 às 00:49
"Testemunhar-te-ia o que pensam das "nomeações" muitos dos meus colegas europeus, e da sua constante luta contra a sua efectiva representatividade e autoridade, mas suspeito que sabê-lo-ás tão bem como eu."
- Não, não estou a par das lutas de professores europeus contra as "nomeações".

"Acho mesmo algo petulante que consideres que esse pequeno aspecto da "descentralização [...]"".
- Lamento ter deixado a ideia de que a descentralização é um pequeno aspecto. O que eu queria dizer é que não é um direito que me assiste enquanto profissional. É uma questão política de grande importância. O governo quer, ou diz que quer, passar as escolas para as autarquias. O Ministério deixará de tratar de assuntos como colocação de professores, orçamentos das escolas, etc. O modelo de gestão de uma escola, as opções que são deixadas às comunidades sobre como gerir as suas escolas, são questões que eu quero ver discutidas na praça pública e nos programas dos partidos políticos. Sou defensor da descentralização, mas há muitas possibilidades em jogo e muitos riscos.

"Todas as empresas que todos os anos são consideradas como as melhores para trabalhar põem em curso esta estratégia de crescimento. Delegação, responsabilização, ampliação do cômputo de vozes decisoras."
- A questão é quem delega em quem. O sr. Belmiro de Azevedo e o filho estão de pedra e cal na SONAE. Se eles criam uma equipa para, por exemplo, criar um jornal, e diz-lhes, Organizem-se como entendam, dentro de três anos quero lucros, senão fecho o jornal, é, como tu dizes uma estratégia deles e não resulta dum direito dos trabalhadores. Poderíamos espreitar para ver como é a democracia interna no Público. A família Soares dirige de perto o Colégio Moderno. Não há nenhuma eleição que ponha em risco o poder da, peço desculpa se erro, Isabel. Se ela descentraliza ou centraliza os processos de decisão, isso é lá com ela. Em todos estes processos a questão fundamental é de onde vem o poder e a quem é que se tem que prestar contas do seu exercício. Tu falas de estratégias que é uma coisa que não tem nada a ver com a ideia de democracia. Eu acho que na escola pública é a um orgão que representa a comunidade que o director ou c. execut. deve prestar contas e é esse orgão exterior à escola que o deve eleger e não os profissionais que lá trabalham (o novo modelo de gestão é generoso neste particular).


De Rui a 21 de Setembro de 2009 às 14:59
"Não, não estou a par das lutas de professores europeus contra as "nomeações"."

Pois, mas interessa estar, para que antes de se discutir a maldade de umas coisas sobre as outras, se saiba do que estamos a falar. No concreto.

"Sou defensor da descentralização, mas há muitas possibilidades em jogo e muitos riscos"

Ora aqui está uma asserção que ninguém seria capaz de contestar. Daí insistir tanto na necessidade de fiscalização e regulamentação. Especialmente quando iniciamos um modelo de gestão que implica a responsabilização dos actores imediatos. Tudo isto impõe avanços e recuos. É este sempiterno receio em gerar elites funcionais locais que sempre atrasa a responsabilização colectiva e consolida a propensão centralista. Pelo sim, pelo não, Lisboa dixit. "Sempre foi assim". Designemos tudo isso por prudência, claro.

"Tu falas de estratégias que é uma coisa que não tem nada a ver com a ideia de democracia."

Eis, desta vez, uma asserção que me desconcerta. Nenhuma democracia é sã ou viável sem estratégia. estaremos por ventura a falar de conceitos diferentes, presumo.

Quanto ao Sr. Belmiro de Azevedo e ao filho, desconheço quase tudo, a não ser que o filho tem bem presentes, pelo que conheço do que dele dizem alguns amigos meus que com ele trabalham, todos estes princípios - estratégias se te apetecer - de gestão. Mais do que o pai.

(Não sei a que Isabel te referes, Luís)


De Redes a 22 de Setembro de 2009 às 16:33
Que é que se há-de fazer? Temos conceitos diferentes: a democracia para mim não é uma estratégia de gestão; é um princípio, um valor, que nos diz que o poder radica no povo. A eleição é o processo mais fiável de a realizar.
Se um dirigente, que tem poder que deriva de direitos de propriedade resolve incentivar a participação dos seus empregados através da elegibilidade dos cargos intermédios, ele está a utilizar uma estratégia, um meio, algo que ninguém pode reivindicar por causa dum princípio ético-político.
Se não estou certo da bondade do modelo de gestão dominante até há pouco, creio que nas situações em que os indivíduos têm riscos, ganhos e perdas coocorrentes com os da sua organização, o processo da elegibilidade é vantajoso.
Quando isso é indiferente, o resultado é que cada um procura os seus interesses particulares e não os do colectivo. Pode ser eleito o dirigente que precisamente oferece mais vantagens individuais, mesmo com perdas ou menores ganhos para a organização.


De Redes a 22 de Setembro de 2009 às 17:25
A Isabel é a Isabel Soares. Vi na Wikipedia e na página do Colégio Moderno.


De Rui a 21 de Setembro de 2009 às 15:04
"Eu acho que na escola pública é a um orgão que representa a comunidade que o director ou c. execut. deve prestar contas e é esse orgão exterior à escola que o deve eleger e não os profissionais que lá trabalham (o novo modelo de gestão é generoso neste particular)."

Sobre isto discordo em quase tudo. Mas compreendo que soe muitíssimo bem. Como todo o eduquês.


De Redes a 21 de Setembro de 2009 às 22:36
O eduquês é uma bom tijolo para se atirar à cara de qualquer um. Ninguém dele se reclama e todos estão contra ele, como as bruxas que eram sempre boas para a fogueira.
Nas palavras de Nuno Crato, o eduquês é uma concepção romântica da educação que radica em Rousseau e se expande modernamente no construtivismo, na não directividade e na desvalorização dos conteúdos em detrimento do aprender a aprender não importa o quê. Pelo contrário, o meu texto é prosaico, talvez "reaccionário" e não soa bem.


De Rui a 22 de Setembro de 2009 às 22:56
Eis o maior e mais antigo dos tijolos: "O eduquês é um bom tijolo para se atirar à cara de qualquer um. Ninguém dele se reclama e todos estão contra ele, como as bruxas que eram sempre boas para a fogueira."

Nunca falha. Arruma qualquer argumento. Ou, ao menos, vontade de os apresentar. Lições.


De paulo prudêncio a 19 de Setembro de 2009 às 14:57
Viva Luís: agarrei no comentário anterior e colei-o no meu blogue com uma ou outra coisa mais. Este assunto é muito interessante e merece que se alimente a discussão: os tempos que aí vêm certificarão estas minhas suposições. É bom que refira que estas minhas discussões só ficam no nível paroquial para quem não conhece o que tem sido a luta dos profeessores.
Só agora reparei que está por aí um deterimento em vez de detrimento. Sorry, mas é tudo a correr e faz-se o que se pode.

Então rescrevi assim:


Viva Luís; já passámos horas a conversar sobre estas questões e torna-se um pouco repetitivo jogar com os mesmos argumentos.

Nem me preocupa muito os relatórios que referes no texto que publicas no teu blogue (são iguais aos que empurraram o mundo ocidental para a recente hecatombe): é tudo um questão de se ter mais ou menos crença na liberdade e na democracia. Bem sabemos que a democracia dá mais trabalho e que é mais exigente para as responsabilidades individuais. As opiniões de João Barroso são fundamentadas em opiniões.

Sabemos que em muitas empresas quem tem o dinheiro tem os votos; talvez por isso o mundo ocidental esteja como está. Mas as referências que faço no meu texto é às bem sucedidas onde o primado no clima organizacional vai para o elogio da responsabilidade individual: a essência da democracia, parece-me.

Não refutas um dos argumentos que aduzi e introduzes detalhes que nem tive tempo para esmiuçar: participação de encarregados de educação e autarcas, por exemplo, aspecto que, e como se sabe, sou naturalmente favorável e mais responsabilização das agências locais em deterimento de demasiado centralismo.

Centras a discussão na questão da eleição do executivo das escolas e nem uma linha sobre as importantes e decisivas lideranças intermédias, muito mais ainda se desempenharem o papel de avaliadores.

Terminaria assim: as organizações devem ser dirigidas por profissionais que prestem contas e os conselhos consultivos das mesmas devem ser o mais abrangentes possível e com um dominante: a participação local.

Desculpa lá mas até arrepia um pouco quando escreves: a questão não se resolve com democracia sim ou não. Que raio de coisa Luís. A questão pode ser complexa, e é, mas democracia sim. Aliás, é o que nos permite discutir assim e até na própria escola. Pode ser que um dia venhas a sentir na pele a falta que faz a democracia.

Abraço.


De Redes a 20 de Setembro de 2009 às 00:06
Parece que estamos de acordo com muita coisa.
"[...] introduzes detalhes que nem tive tempo para esmiuçar: participação de encarregados de educação e autarcas, por exemplo, aspecto a que, e como se sabe, sou naturalmente favorável e mais responsabilização das agências locais em deterimento de demasiado centralismo."
- Também penso isso.

"Centras a discussão na questão da eleição do executivo das escolas e nem uma linha sobre as importantes e decisivas lideranças intermédias, muito mais ainda se desempenharem o papel de avaliadores."
- Efectivamente só trato dessa questão.

"Terminaria assim: as organizações devem ser dirigidas por profissionais que prestem contas e os conselhos consultivos das mesmas devem ser o mais abrangentes possível e com um dominante: a participação local."
- Conselhos consultivos? A minha questão é outra: é a de onde vem o poder, quem o delega em quem. Quem elege ou nomeia o director (ou conselho executivo) e a quem deve ele prestar contas e quem o pode destituir. Eu acho bem que seja a uma assembleia de pais, autarcas, etc. Pelos vistos, tu também. Ok.


De paulo prudêncio a 20 de Setembro de 2009 às 16:57
Viva Luís.

Continuas a não discutir as questões que levantei :)

Já conversamos muito sobre este assunto e o teu último parágrafo é muito pertinente

""Terminaria assim: as organizações devem ser dirigidas por profissionais que prestem contas e os conselhos consultivos das mesmas devem ser o mais abrangentes possível e com um dominante: a participação local."
- Conselhos consultivos? A minha questão é outra: é a de onde vem o poder, quem o delega em quem. Quem elege ou nomeia o director (ou conselho executivo) e a quem deve ele prestar contas e quem o pode destituir. Eu acho bem que seja a uma assembleia de pais, autarcas, etc. Pelos vistos, tu também. Ok."

Nesse detalhe a questão é muito complexa. O actual modelo começou por atribuir os poderes de destituição do executivo ao Conselho Geral e depois passou-os para o Director Regional. Sabe-se que essa alteração se deveu ao SIADAP para os directores (numa avaliação que já se percebeu que será tb inaplicável) mas também por pressão das associações de municípios e dos encarregados de educação - os mais lúcidos já perceberam que não têm condições objectivas para que esse exercício seja executado com profissionalismo (e se te puseres no lugar de um enc. edu ou autarca compreendes bem a coisa - já viste o que é ires à escola da tua filha escolher a direcção, fiscalizá-la e demiti-la se for caso disso? sentes-te competente para o efeito?) -. É matéria muito complexa, realmente. Quando estas decisões, como já se está a ver, caiem no mundo real pode instalar-se um pântano muito perigoso.

Abraço.


De paulo prudêncio a 20 de Setembro de 2009 às 17:57
Viva Luís.

Não tenho emenda.
Caem e não caiem, embora isto bem precise de muitas caiadelas :)

Abraço


De Redes a 20 de Setembro de 2009 às 20:06
Dizes:
O actual modelo começou por atribuir os poderes de destituição do executivo ao Conselho Geral e depois passou-os para o Director Regional.

Mas o 75/2008 foi revisto?

"Além disso, confia-se a este órgão a capacidade de
eleger e destituir o director, que por conseguinte lhe tem
de prestar contas." (do preâmbulo)


De paulo prudêncio a 20 de Setembro de 2009 às 21:21
Viva Luís.

Sim. A aplicação do SIADAP apareceu em 2009 e a destituição pelo DRE tb. Uma confusão pegada. Mas podes confirmar no site do ME na rubrica da legislação.

Abraço.

Ps: se der passo por lá e se encontrar aviso. Podias tirara as letras anti-spam dos comentários :) :I fiz isso há muito e não me queixo.


De Redes a 20 de Setembro de 2009 às 21:31
Procurei no site do MIneduc, vi várias pequenas alterações mas nada referente à destituição do director.

De acordo com a lei...
O mandato do director pode cessar:

No final do ano escolar, por deliberação do conselho geral aprovada por maioria de dois terços dos membros em efectividade de funções, em caso de manifesta desadequação da respectiva gestão, fundada em factos comprovados e informações, devidamente fundamentadas, apresentados por qualquer membro do conselho geral;


De paulo prudêncio a 22 de Setembro de 2009 às 13:40
Viva

Sem letras ante-spam.

Abraço.


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