Sábado, 18 de Junho de 2011

Debtocracy - é a nossa dívida "odiosa"?

Neste documentário, questiona-se a legitimidade da imposição da dívida aos cidadãos da Grécia. Os analistas, onde pontuam algumas caras célebres da esquerda internacional como é o caso do velho Samir Amin, recorrem ao conceito de "dívida odiosa" para justificar a recusa do seu pagamento. Invocam-se precedentes como o perdão da dívida iraquiana exigido pelos EUA aos seus parceiros e o Equador que reanalisou todas as dívidas, uma a uma, para renegociá-las.

Será aceitável decidir que as dívidas contraídas por governos democráticos são ilegítimas, portanto, odiosas? Se se comprovar que as nossas dívidas serviram para funções do estado como a saúde, os transportes e a defesa, que o país tem de facto vivido acima do que a sua economia comporta, creio que não temos outro remédio, senão pagá-las. Mesmo a que resulta das parcerias público-privadas para estradas e hospitais (cerca de 60 mil milhões de euros) ou de má gestão nas empresas públicas (100 mil milhões)! Contudo, paira o fantasma da suspeita: há interesses privados a aumentar o valor desses contratos ou na decisão de os realizar? Há alguma diferença entre os nossos submarinos e os da Grécia?  

 

 

publicado por Redes às 22:21
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9 comentários:
De MRG PPP a 10 de Agosto de 2011 às 12:53
As PPP 's são benéficas tanto para o Estado como para as construtoras, o que há a saber é a clareza dos negócios, se realmente são honestos ou não. Vejam o exemplo da MRG PPP http://www.mrg.pt/noticias/2010/3/mrg_da_conhecer_experiencia_ppp/


De Redes a 13 de Agosto de 2011 às 23:20
Não ajuízo sobre os casos referidos no site da empresa MRG. O problema é que as PPP permitem-nos fazer investimentos que não estamos em condições de pagar, aumentando o enidvidamento.


De detective privado a 29 de Novembro de 2011 às 02:05
nice muito obrigadao! ver isto é extremamente belíssimo... essa publicação foi fenomenal.. considere me membro nato no website, abr


De Redes a 29 de Janeiro de 2012 às 21:17
Obrigado


De eduardo nunes a 12 de Dezembro de 2011 às 16:41
O estado grego já terá usado esta teoria quando foram perdoados milhões de euros de divida da Grécia, vários bancos portugueses ficaram "a arder". e para gáudio dos governantes gregos nem foi preciso fazer uma auditoria aos empréstimos contraídos.


De Redes a 29 de Janeiro de 2012 às 21:25
Sinceramente, julgo que nenhuma dívida num país democrático pode ser odiosa.
Creio que há uma cumplicidade global e uma responsabilização que é política, pois são opções arriscadas sancionadas eleitoralmente, como, por exemplo, investimentos públicos maciços para diminuir o desemprego e proporcionai crescimento que, falhando na economia global, leva ao crescimento da dívida.


De eduardo nunes a 3 de Fevereiro de 2012 às 12:59
A divida odiosa não quer dizer que a mesma desapareça, apenas diz que a responsabilidade da sua liquidação deixa de ser do estado e passa a ser das pessoas que directamente a contraíram em nome do estado e que se tenham aproveitado por qualquer meio(monetario ou não) da contracção da divida. Um exemplo flagrante é o caso dos submarinos( sem falar em cor partidária, apenas como um case study), o estado alemão condenou a empresa que vendeu os submarinos por corrupção e pagamento de luvas em diversos contratos, ora só um dos lados é que é corrupto?  Quem recebeu as ditas luvas ficou com as mão limpas e quentinhas. Aqui neste caso seria necessário ver a diferença do preço dos submarinos sem as luvas e o estado só ficaria responsável pelo pagamento do valor real dos submarinos. o resto da divida a empresa que pedisse o dinheiro a quem pagou as luvas.tão simples como isso.


De Filipe a 15 de Dezembro de 2011 às 03:46
Apesar de considerar que a divida é odiosa julgo que se deve aprofundar um pouco mais a questão e considerar o modelo monetário em utilização.


No presente modelo, o dinheiro entra em circulação através de empréstimos.


Sendo ele emprestado como é que nos é possível pagar a divida? Se todo o dinheiro em circulação é emprestado como é que pagamos a divida? Se devolvermos todo o dinheiro em circulação para pagar a divida, ainda sobram os juros.


Isto significa que se eu pagar as minhas dividas alguém (ou "alguéns") vai precisar desse mesmo dinheiro para pagar as suas dividas. À semelhança de um jogo que costumava brincar enquanto criança, quando a musica pára não há cadeiras para todos.


Mais empréstimos para pagar a divida? será que paga a divida ou só a aumenta?


Austeridade em tempos de recessão? nem vale a pena comentar.


Milagres? será?


Eu acredito que a solução passa por um novo modelo monetário em que o dinheiro não entra em circulação através de empréstimos.


Afinal quem é que em plena consciência aceitaria ser escravo de uma divida impagável?


De eduardo nunes a 3 de Fevereiro de 2012 às 13:24
Concordo mas eu iria mais longe.
Esta nova idea que é preciso corta em tudo o que mexe, deveria ser aproveitada não só para impor um novo modelo economico, mas acima de tudo um novo modelo social. ao invés de acabar com as juntas de freguesia, deve-se dinamizar o seu funcionamento colocando nelas a trabalhar( não dando emprego como eles dizem) a muitos funcionário que são considerados excedentários noutros sectores do estado. As juntas de freguesia deviam tratar os problemas diarios dos seus residentes, financeiros, medicos, agricolas, comerciais,industriais e sociais. Todas a terras têm filhos que por força da profissão que escolheram têm que se deslocar para as cidades para terem condições de trabalho, isto acontece em todos os sectores. Assim se por cada freguesia houvesse a necessidade de criar infraestruturas dedicadas a cada profissão estaria o estado a dar trabalho aos construtores locais seguindo um modelo criado para o efeito. Criadas essas condições, a população residente quase que se torna autosustentavél, porque se auxiliam mutuamente. o agricultor vende os legumes ao tecnico de finanças que por sua vez gere os ''impostos'' do médico que trata o agricultor. isto não é nenhuma novidade é o modelo dos nordicos, baseado nas pessoas e não na lei dos mercados.


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