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"Sobre aquilo de que não conseguimos falar, é melhor calarmo-nos." (Was sich überhaupt sagen lässt, lässt sich klar sagen; und wovon man nicht sprechen kann, darüber muss man schweigen) - Wittgenstein.

"Sobre aquilo de que não conseguimos falar, é melhor calarmo-nos." (Was sich überhaupt sagen lässt, lässt sich klar sagen; und wovon man nicht sprechen kann, darüber muss man schweigen) - Wittgenstein.

Sem Rede

30
Jun10

Um povo encarcerado

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Después de una negativa, la mayoría de los que solicitan un permiso de viaje desiste de volver a pedirlo. Pocos, muy pocos, siguen insistiendo cuando ya han escuchado más de tres veces la escueta frase “Usted no está autorizado a viajar”. Sólo un puñado de testarudos –entre los que me incluyo– regresa al Departamento de Inmigración y Extranjería para reclamar la llamada tarjeta blanca si se la han negado en cuatro ocasiones. Aunque con cada nueva petición parecería que las posibilidades se vuelven más remotas, me impulsa el dejar claro que mi reclusión en esta Isla no ha sido por no haber agotado todos los caminos legales.

 

Veja a continuação no blogue Generación Y, editado por Yoani Sánchez, em Havana

19
Abr10

A lição de Katyn

Redes

PolishVictims

Prisioneiros polacos em 1940 (Wikipedia:  "Katyn massacre", http://en.wikipedia.org/wiki/Katyn_massacre)

 

Katyn contém uma lição que poucos tiraram na altura e nos anos da Guerra Fria. Resumamos o caso em poucas palavras, já que não disponho do tempo necessário para um artigo extenso.

Soviéticos e Nazis dividem entre si a Polónia. Em 1939, cada um conclui a ocupação a sua parte. No ano seguinte, Estaline, Béria e, convenhamos todo o Comité Central do Partido Comunista Soviético assinam unanimemente uma ordem de assassinato em massa de toda a oficialidade polaca a que se acrescentam intelectuais, professores, padres, etc.. Morrem cerca de 22000 polacos na floresta de Katyn. Trata-se de decepar a Polónia de toda a sua elite pensante e actuante.

Agora vejam o caricato da situação. Os resistentes polacos criam um governo no exílio, refugiado em Londres, que luta contra Nazis e Soviéticos. Este governo frequentemente exige esclarecimentos pelos oficiais em falta. Os russos respondem sempre com evasivas.

Em 1941, os nazis, no seu avanço para este, fazem letra morta do acordo, ocupam toda a Polónia e prosseguem para a Rússia. Logo a seguir ao início da invasão, polacos no exílio vão para a URSS ajudar soviéticos na resistência aos nazis. Os generais polacos procuram no terreno os milhares de oficiais que agora seriam úteis para a reconquista da Polónia. Em 1941, as evasivas de Estaline continuam, que os oficiais tinham sido libertos e ido à vida, etc. Em 1943, os nazis encontram os restos mortais de milhares das vítimas e fazem do caso propaganda internacional anti-soviética.

O governo polaco no exílio quebra relações com os russos, mas na frente os polacos não têm outro remédio senão lutar ao lado dos seus carrascos contra os nazis. Uma vez reocupada a Polónia, chegou a vez do refazer da história pelos russos: os oficiais e os demais polacos tinham sido assassinados pelos nazis, com toda a espécie de documentos forjados. Os grupos democráticos polacos nunca tiveram qualquer dúvida sobre o que tinha acontecido.

Poucos factos mostraram com tanta evidência a similaridade entre comunismo e nazismo face às sociedades democráticas ocidentais. Durante décadas, os partidos comunistas ocidentais, intelectuais, dirigentes políticos e sindicais ignoraram os factos históricos para manter a sua fé no futuro da grande ilusão comunista. E esta foi a grande lição que em Katyn se escreveu com rios de sangue.

13
Out07

Sindicalismo ou comunismo?

Redes
De Fernando Madrinha no Expresso, sobre as conclusões do inquérito ao caso da Covilhã:
"Ouvindo polícias e sindicalistas, ficámos a saber que, afinal, o contacto entre eles, em situações como a desta visita do primeiro-ministro à Covilhã, não só é legítimo como rotineiro."
Apetece-me dizer: "Não pago cotas para isto!".
Ouvi uma sindicalista, dita socialista, a protestar por os comunistas voltarem a aparecer como "o papão", nas palavras do primeiro-ministro. Tenho vontade de lhe dizer: vá aos países do leste europeu e pergunte às pessoas o que elas pensam dos comunistas que as governaram durante décadas. Repare-se que eram países que o PCP apresentava como modelares, aonde Álvaro Cunhal era recebido como herói.
Para mim, é muito claro, o socialismo democrático tem dois inimigos declarados: comunistas e fascistas. Se o Partido Comunista tivesse maioria absoluta não tenho a menor dúvida sobre as suas primeiras vítimas: os socialistas. Isso aconteceu em muitos lugares. Veja-se 1917 e os anos subsequentes, socialistas-revolucionários e mencheviques eliminados, após o tomada do poder de Lenine em S. Petersburgo. Uma maravilha: os sovietes sem outra representação que não a dos bolcheviques, quando ainda uns meses antes eles eram maioritários!

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